Sei que não se deve sair ‘atropelando’ nada, pular ou antecipar alguma fase na vida, que para tudo existe seu tempo e blá blá blá. Lembro também, que toda vez que fiz isso ou pelo menos tentei, me deparei com algum motivo que me mostrou que o negócio não era bem por aí... Quando criança, já somos inconscientemente ‘acelerados’, com a famosa pergunta de ‘o que ser quando crescer?’. Minha nostálgica memória admite, questionamento fascinante, que me permitiu ser tantas coisas, entre todas, ‘gente grande’, antes do tempo.
Sempre fui uma criança confiante e segura, segundo a minha mãe (embora opinião de mãe, seja sempre, muito suspeita), mas, desde onde lembro, os questionamentos me acompanham.
Já quis ser e ter tantas coisas...
Entre as que sempre quis ter, citaria o prédio de sete andares, onde os três primeiros andares seriam para o ‘meu eu’ veterinária atender os bichinhos. Com uma sala de espera, bem grande, no quarto andar, que por sua vez os animaizinhos e seus donos teriam a agradável companhia dos muitos bebês e suas mãezinhas, que logo, seriam atendidos nos restantes dos andares. Além disso, posteriormente ou ao mesmo tempo, queria também, ser igual ao meu pai, a minha mãe e a mãe de uma vizinha.
Entre esses desejos todos, que com o passar do tempo mudavam, um, aumentava cada dia mais..
Sempre me encantei com as mães dos meus amiguinhos, com um irmãozinho deles no colo, mulheres passeando com carrinhos, casais chegando ao consultório de pediatria...
Motivos mil, sempre existiram. Como o fato da voz do José Augusto parar a minha vida, em a frente da tv, para assistir, a minha eterna novela preferida, Barriga de Aluguel. Ou quem sabe o fato de ser sempre a primeira voluntária para trocar as fraldas da Raisa, com apenas quatro anos de idade. Ou a mudança para a casa da Tia Adriana, com o nascimento do Henrique. Ou as muitas aulas que passei com os ouvidos na professora, mas a atenção e as mãos na barriga da Camila, aguardando um chute da Yasmin, chorar feito boba, quando ela foi colocada a primeira vez no meu colo. Acordar às seis da manhã, com a maior disposição para buscar aquela ‘trouxinha de roupa’, preparar mamadeira, trocar fraldas, dar banho, remédio para febre e curtir muito isso tudo. Faltar aula, para estar no hospital a hora que o Cauan fosse levado para o berçário. Não ter vontade de ir para casa no final de semana, e nem de dormir mais um pouco para cuidar dele, curtir cada bocejo, risada, xixi, banho, ‘papinha’ e cada vez mais me encantar com esse universo..
O momento, ainda, não é o mais próprio. Mas se descobrisse a existência dela, aqui dentro, amanhã.. sei, que estaria pronta!
Planos mil, em torno Dela.
O nome já está escolhido. E se for Ele, vai ser tão amado quanto.. E se forem dois.. Dobram-se as madrinhas.
Sim, que tudo aconteça no seu devido tempo, mas é impossível o controle, nos dias em que a maternidade se aflora, na minha pessoa.
Que os tempos da faculdade, sejam bem vividos. Como os do colégio. Por que os momentos Dela, sem dúvidas, vão ser os mais bem vividos, de toda minha vida.
E que um dia, Ela, leia essas palavras.. As primeiras (de muitas) que ela me inspira, e que, são somente, à Ela, dedicadas!
4 comentários:
A.V.C.C.M.M.M. !!!
Isso mesmo, vai pra faculdade. Fazer AULA e não FILHO! Vai ser linda, diva, bocuda e bem louquinha, mas ão agora, ok, amiga? AULA, produção de intelecto e não reprodução de nenê. hehehe
Amo (as duas).
Bjao!
Ahh, quando pergunto a minha priminha de 5 anos o que ela vai ser quando crescer, ela responde: "Médica, cabeleireira e mãe!" A resposta mais sensacional que já ouvi!
Bjos!
Olha quem eu encontrei por aqui... hehehe... Tá lindo teu blog! Saudades enormes de conversar com vc.. beijo
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